domingo, 15 de novembro de 2015

Leucemia

O que é?

A leucemia é uma doença maligna originada na medula óssea, local onde as células do sangue são produzidas. Os glóbulos brancos (leucócitos) são as células acometidas e se reproduzem de forma descontrolada, gerando os sinais e sintomas da doença.

As leucemias se dividem nas categorias mielóide e linfóide, de acordo com a célula envolvida. No primeiro caso, deriva da célula-tronco mielóide, e pode ser o granulócito, o eosinófilo, o basófilo, o monócito ou o eritrócito. No segundo caso, o linfócito é a célula doente.

Há, ainda, uma classificação de acordo com a velocidade de divisão dessas células: leucemia crônica, quando essa divisão é mais lenta, e leucemia aguda, quando a velocidade é rápida. As leucemias crônicas se desenvolvem lentamente e as células envolvidas são mais parecidas com a célula normal (mais diferenciadas), permitindo que, mesmo doentes, mantenham algumas de suas funções normais no organismo da pessoa.

Já as leucemias agudas são de progressão rápida e afeta as células jovens, ainda não completamente formadas (chamados blastos), que não preservam suas funções e afetam de forma importante a capacidade de defesa do organismo.


Tipos de Leucemia:

Há, então, quatro tipos principais de leucemias:
  • Leucemia mielóide aguda (LMA)
  • Leucemia mielóide crônica (LMC)
  • Leucemia linfóide aguda (LLA)
  • Leucemia linfóide crônica (LLC)
O melhor conhecimento das células e de suas características levou a melhoria no diagnóstico e ao reconhecimento de vários subtipos dentro desses quatro grandes grupos, com diferenças de tratamento e sobrevida.


Causas:

As leucemias se originam de uma alteração genética adquirida, ou seja, não hereditária. A divisão e morte celular são controladas por informações contidas nos genes, dentro dos cromossomos. Erros que acontecem no processo de divisão da célula podem causar uma alteração genética que ativa os chamados oncogenes, que promovem a divisão celular, ou que desativam os genes supressores de tumor, responsáveis pela morte celular (apoptose).

Em ambos os casos há, então, multiplicação exagerada de uma mesma célula, levando ao surgimento do clone (câncer).

Apesar de sabermos que existem alguns fatores de risco que propiciam o surgimento do câncer, a causa exata ainda é desconhecida. No caso das leucemias, os fatores de risco já identificados são:
  • Exposição a produtos químicos, principalmente os derivados de benzeno, que estão presentes, por exemplo, em indústrias petroquímicas e fábricas de produtos químicos (cola, tinta, entre outros).
  • Tratamento prévio com quimioterapia ou radioterapia.
  • Exposição a radiação ionizante, como observado em sobreviventes da bomba atômica ou em vazamento nuclear. A exposição a níveis mais baixos de radiação, como acontece em RX ou tomografia não é um fator predisponente bem definido.
  • Certas doenças genéticas, como anemia de Fanconi, síndrome de Down, neurofibromatose, entre outras.
  • Algumas doenças do sangue como mielodisplasia e neoplasias mieloproliferativas.
  • Fator de risco é algo que afeta a chance de adquirir uma doença. Entretanto, ter um fator de risco ou mesmo vários fatores de risco não significa que a pessoa vai definitivamente ter aquela doença.

Sinais e Sintomas Gerais:
Os primeiros sinais geralmente aparecem quando a medula óssea deixa de produzir células sanguíneas normais.
Anemia, fraqueza, cansaço, sangramentos nasais e nas gengivas, manchas roxas e vermelhas na pele, gânglios inchados, febre, sudorese noturna, infecções, dores nos ossos e nas articulações são sintomas característicos das leucemias agudas.
As leucemias crônicas de evolução lenta podem ser completamente assintomáticas.
Os pacientes com leucemia linfoide aguda também podem apresentar vários sintomas não específicos, como:
  • Perda de peso.
  • Febre.
  • Sudorese noturna.
  • Fadiga.
  • Perda de apetite.
Naturalmente, estes não são apenas sintomas da leucemia linfoide aguda, e são mais frequentemente causados por outras doenças.
- Disseminação para outros Órgãos
Menos freqüentemente, a leucemia linfoide aguda se espalha para outros órgãos, onde pode formar tumores:
Se a leucemia linfoide aguda se espalhar para a medula espinhal e cérebro pode causar dores de cabeça, convulsões, vômitos, problemas de equilíbrio, dormência facial, ou visão turva.
A leucemia linfoide aguda pode se espalhar para a cavidade torácica, causando acúmulo de líquido na cavidade pleural e dificuldade respiratória.
Raramente, a leucemia linfoide aguda se espalha para a pele, olhos, testículos ou rins.
Os sintomas comuns de leucemia, incluem:
  • Febre e suores noturnos.
  • Infecções freqüentes.
  • Sensação de fraqueza ou cansaço.
  • Dor de cabeça.
  • Sangrar e fazer nódoas negras (hematomas) facilmente: gengivas que sangram, manchas arroxeadas na pele, ou pequenas pintas vermelhas sob a pele.
  • Dor nos ossos e articulações.
  • Inchaço ou desconforto no abdômen (em conseqüência do aumento do baço).
  • Gânglios inchados, especialmente os do pescoço e das axilas.
  • Perda de peso.
Nas fases iniciais da leucemia crónica, as células tumorais funcionam quase normalmente. Os sintomas podem não aparecer, durante muito tempo. Muitas vezes, o médico descobre a leucemia crónica durante um exame de rotina, isto é, antes de existirem quaisquer sintomas. Quando surgem os sintomas, estes são geralmente ligeiros, no início, e vão piorando, gradualmente.
Na leucemia aguda, os sintomas surgem e pioram rapidamente. A pessoa vai ao médico porque se sente doente. Outros sintomas da leucemia aguda são vómitos, confusão, perda do controlo muscular e convulsões. As células tumorais podem, ainda, depositar-se nos testículos, provocando inchaço. Algumas pessoas também desenvolvem feridas nos olhos ou na pele. A leucemia também pode afectar o aparelho digestivo, os rins, os pulmões ou outras partes do corpo.

Tratamento:
O tratamento varia com o tipo e subtipo de leucemia. Nos casos de LLC por exemplo, boa parte dos pacientes não necessita de tratamento logo que é feito o diagnóstico. Já a leucemia aguda deve ser tratada de forma emergencial com quimioterapia. Alguns pacientes serão encaminhados para transplante de medula óssea, de acordo com sua estratificação de risco e com sua resposta à quimioterapia inicial.

O tratamento cirúrgico não é uma opção para a maioria dos casos de leucemia. Raramente é usada em portadores de LLC com aumento muito importante e sintomático do baço e que não responderam a outros tipos de tratamento. 

Radioterapia é utilizada ocasionalmente, principalmente em portadores de LLC, para diminuir massas linfonodais que estejam comprimindo estruturas nobres ou causando sintomas importantes. A radioterapia craniana pode ser necessária em portadores de LLA ou alguns subtipos de LMA, onde há risco de acometimento do sistema nervoso. Finalmente, radioterapia corporal total pode ser usada para preparar o paciente para o transplante de medula óssea. 

A decisão da realização do transplante de células-tronco hematopoéticas (TCTH) depende das características da leucemia, da idade do paciente e do balanço risco x benefício de um transplante. A presença de fatores prognósticos desfavoráveis ou a recidiva (recaída) da doença habitualmente leva a uma abordagem terapêutica mais agressiva, podendo incluir o TCTH. O transplante alogeneico é limitado pela presença ou não de doador na família ou no banco de medula óssea, enquanto o transplante autólogo só tem papel em alguns casos de LMA. 

E há também alguns medicamentos que podem ser usados pata tratar alguns sintomas da leucemia. Os mais usados são:
  • Betametasona
  • Celestone
  • Decadron
  • Dexametasona
  • Diprospan
  • Duoflam
  • Prednisolona
  • Predsim
  • Prednisona.

Prevenção:
Segue algumas dicas que podem reduzir as chances de desenvolvimento de leucemia:

  •  Evite fumar. O fumo contém toxinas que causam lesão nas células e podem provocar o câncer.
  • Tenha uma alimentação saudável. Coma grãos integrais, frutas, verduras e legumes. A alimentação saudável protege as células contra a ação de antioxidantes e mantém o corpo saudável.
  •  Pratique atividades físicas. O esporte ajuda a eliminar toxinas que danificam o DNA das células
  • Se você trabalha com produtos químicos, metais pesados ou radiação, use equipamento adequado para evitar exposição a agentes tóxicos.
  • Se você tem casos na família de câncer ou leucemia, ou se está em um dos grupos de risco da doença, faça exames diagnósticos frequentes. O exame de sangue de contagem de células pode indicar se há alguma anormalidade ou não com o paciente.




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